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2012年12月3日星期一

NEM A PAU, JUVENAL!

Vamos tentar falar sobre um dos jogos mais divertidos e cheios de histórias da capital paulista, o Juvenal, ou Juventus x Nacional, clássico que para 99,98% dos amantes do futebol não significa nada mas que para nós, amantes do futebol nostálgico e odiadores do futebol moderno e de sua gente, significa muita coisa.

QUEM É O NACIONAL ?

O nome do clube, inicialmente era São Paulo Railway Athletic Clube, mas a concessão de serviços da empresa no Brasil terminou em 1946, e a estrada de ferro e o time foram literalmente nacionalizados. O momento da mudança ocorreu em uma partida no Pacaembu contra o Flamengo (RJ).

A equipe entrou em campo no primeiro tempo com a camisa do São Paulo Railway e, no intervalo, trocou o uniforme, e voltou para a segunda etapa ostentando o nome Nacional Atlético Clube.

Vale lembrar que o clube foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol, em 1935.
Curiosamente, no ano seguinte, participou de seu primeiro Campeonato Paulista da Primeira Divisão, onde se manteve por quase duas décadas, até 1953, quando paralisou as atividades do futebol profissional no clube.

Em 1959 foi rebaixado à Segunda Divisão, e desde então, nunca mais conseguiu voltar à elite.

TEXTO EXTRAÍDO DO BLOG AS MIL CAMISAS

Tentei pesquisar ao máximo sobre a história deste jogo mas como o Juventus não faz um registro histórico de seus jogos e também não ajuda em nada quem o faça, ficou muito difícil de encontrar informações a respeito e optei por destacar duas partidas recentes, porem históricas, que marcaram esse clássico.


NACIONAL 2X2 JUVENTUS 
( 24 DE MARÇO DE 2001 )
Foi neste jogo que o centro avante Edvaldo entrou para a história do Clube Atlético Juventus e consequentemente para a história do Juvenal. Era o Campeonato Paulista de 2001, com sua estranhíssima regra dos jogos terminados em empate que eram decididos em cobranças de penalidades, valendo ao vencedor um ponto extra.

Matéria do Lance sobre a partida:

"O Centro Avante Edvaldo foi o herói da partida contra o Nacional, ontem a tarde na Rua Comendador Souza, pela série A2 do Campeonato Paulista.
Edvaldo não marcou nenhum gol, mas fez o que quase ninguém esperava. Com a camisa de goleiro (o titular havia sido expulso no final do jogo e as substituições estavam encerradas), ele defendeu a cobrança do atacante Terrão, que provocará a expulsão de dois juventinos, e garantiu o ponto extra.

Num jogo marcado pela violência e emoção, a equipe do Nacional começou pressionando, mas foi o Juventus que marcou primeiro, Anderson recebeu na pequena área e chutou no canto do goleiro Adriano.
No segundo tempo, o Nacional empatou no primeiro minuto, com Alexandre, de pênalti. Após o gol a partida ficou equilibrada, mas aos 23 minutos, o ponta Terrão invadiu a área e foi derrubado. A juíza Silvia Regina de Oliveira marcou outro pênalti e expulsou o zagueiro Luizão, Nei Bala bateu e virou o placar.
A partir deste gol, o jogo ficou nervoso e , numa disputa na lateral, Terrão fez falta em Cláudio, que revidou e foi expulso.
Com dois jogadores a menos, o Juventus se fechou e começou a jogar só nos contra ataques. Assim nasceu o gol de empate. Edvaldo chutou de fora da área, a bola bateu na zaga e subiu. O atacante Alex Alves cabeceou e empatou. Nos acréscimos, o goleiro juventino Julio César e o zagueiro Dalton, do Nacional, se desentenderam e foram expulsos.
Como o técnico Ernesto Paulo já havia feito três substituições, Edvaldo foi para o gol. A partida acabou e, na disputa de pênaltis, o goleiro improvisado defendeu a cobrança de Terrão e garantiu a vice liderança para a equipe da Mooca.



Luizão (direita) - Ex Juventus e Seleção Brasileira.

Alex Alves, único jogador da história do clube a ser artilheiro de um Camp. Paulista.

Ainda em 2001 aconteceu mais um jogo pelo Paulista da A2, desta vez na Rua Javari.



NACIONAL 4X5 JUVENTUS 
( 06 DE AGOSTO DE 2008 )
Esse foi um dos jogos que mais me marcou enquanto Juventino, ainda naquela fase de recém convertido à religião juventinística e de férias no serviço, desloquei-me até a Barra Funda em uma quarta-feira a tarde, sem maiores expectativas, afinal de contas era um jogo de meio de semana, válido pela Copa Paulista e que teoricamente não reservava grandes emoções. Ledo engano.


Estacionei meu carro nas alamedas da Comendador de Souza e de cara me deparei com uma "massa" de jovens juventinos que vinham em grupo, saídos da estação de trem, entoando seus mantras pelas ruas da Barra Funda. Ao entrar no estádio, nova surpresa, a torcida do Nacional não estava presente e os juventinos eram simplesmente os "donos" de tudo. Festa, cantoria, murga e fumaça grená.

"Mesmo numa tarde de quarta-feira, a torcida juventina compareceu em bom número. A Setor 2 chegou ao estádio um pouco antes do início da partida, e não parou por um segundo sequer de cantar, mesmo quando o time estava perdendo."

O Juventus abriu a contagem com Dawide, logo no comecinho do jogo, mas não soube segurar a vantagem e mesmo sendo bem melhor em campo levou a virada de maneira surpreendente. A primeira virada do dia.

O jogo continuava bom e o Moleque Travesso seguia na pressão. De tanto insistir o time da Mocoa conseguiu o empate em mais um gol de Dawide e em seguida virou a peleja para 2x3 com um belo gol de Palermo, o da Mooca. Não houve nem tempo para comemorações e o Naça empatou após um belíssimo arremate de fora da área, era o empate deles, no último lance do primeiro tempo. 



A segunda etapa prometia fortes emoções. A torcida juventina continuava dando seu show, e viu logo nos primeiros minutos o nacional marcar mais um gol e decretar nova virada no placar , era o 4x3.

Neste elenco da Copa Paulista de 2008, time comandado pelo experiente treinador Serrão, o Juventus tinha poucas individualidades e uma delas era o zagueiro Daniel Gigante, que foi o herói desta tarde maluca no Charco, ele marcou o quarto tento juventino, de cabeça, e deixou o placar empatado em quatro gols para cada lado.

O jogo caminhava para o seu final e o empate estava de bom tamanho para os dois times. Um jogo como estes, com oito gols, já estaria na história desse clássico.
E veio a Travessura: Escanteio para o Juventus, bola levantada na área, bate rebate e finalização de Daniel Gigante, a bola desvia na zaga, engana o goleiro, bate na trave e ... o zagueiro salva encima da linha. Isso foi o que acharam os juventinos, que mal posicionados no estádio, não tinham como saber que a bola havia entrado, mas o bandeirinha viu, correu para o meio de campo e deu início a festa dos Mooquenses na Barra Funda. 

"E, enquanto a população paulistana trabalhava em seus escritórios ou assistia a aulas em colégios e faculdades, encerrava-se um dos maiores jogos da história do estádio Comendador Souza, e dos dois clubes paulistanos".



 



CURIOSIDADE
A origem do SETOR 2 está intimamente ligada ao clássico JUVENAL pois logo em seu início a Barra, idealizada por Fernando Toro, tinha o nome de JÚ-METAL e seu simbolo era o de um "ragazzo" juventino fazendo xixi sobre o escudo do Naça. Alguns dizem que foi neste momento que essa história de "rivalidade" entre os clubes teve início.


Histórico do Confronto:

58 jogos
30 vitórias do Juventus
11 vitórias do Nacional
15 empates
112 gols pró Juve
84 gols pró Nacional

Números que não deixam dúvidas sobre a supremacia grená no clássico.


CONFRONTOS

1936
Juventus 3 x 1 SP Railway
Juventus 3 x 3 SP Railway

1937
 SP Railway 2 x 1 Juventus

1938
Juventus 3 x 1 SP Railway

1939
Juventus 2 x 2 SP Railway
 SP Railway 1 x 2 Juventus

1940
Juventus 2 x 2 SP Railway
SP Railway 1 x 2 Juventus
1941
SP Railway 3 x 0 Juventus
 Juventus 3 x 2 SP Railway

1942
SP Railway 2 x 1 Juventus
Juventus 2 x 1 SP Railway

1943
SP Railway 2 x 5 Juventus  
Juventus 5 x 1 SP Railway

1944
SP Railway 0-0 Juventus  
Juventus 1 x 4 SP Railway
Juventus 2 x 2 SP Railway

1945
SP Railway 2 x 3 Juventus  
Juventus 1 x 1 SP Railway

1946
SP Railway 1 x 1 Juventus
Juventus 2 x 0 SP Railway

1947
Juventus 2 x 2 Nacional  
Juventus 1 x 0 Nacional

1948
Juventus 2 x 1 Nacional
Juventus 2 x 1 Nacional

1949
Juventus 0 x 1 Nacional
Nacional 0 x 1 Juventus

1950
Juventus 3 x 1 Nacional  
Nacional 3 x 2 Juventus

1951
Nacional 1 x 3 Juventus  
Nacional 1 x 1 Juventus

1952
Juventus 1 X 2 Nacional  
Nacional  1 X 2 Juventus

1953
Juventus 4 x 1 Nacional  
Nacional 3 x 3 Juventus

1956
Juventus 5 x 0 Nacional

1957
Juventus 4 x 3 Nacional 
Juventus 5 x 1 Nacional  
Nacional 3 x 1 Juventus

1958
Nacional 3 x 1 Juventus
Juventus 3 x 2 Nacional

1959
Juventus 0 x 0 Nacional – Nacional 1 x 1 Juventus 

2000
Nacional 1 x 4 Juventus
Juventus 2 x 1 Nacional

2001
Nacional 2 x 2 Juventus [pênaltis 2-3]
Juventus 2 x 1 Nacional  
Juventus 0 x 1 Nacional
Nacional 3 x 1 Juventus

2003
Nacional 1 x 1 Juventus
Juventus 2 x 1 Nacional

2005
Nacional 0 x 0 Juventus  
Juventus 4 x 2  Nacional  
Nacional 3 x 4 Juventus  
Juventus 2 x 4 Nacional

2008
Nacional 4 x 5  Juventus  
Juventus 1 x 0 Nacional
DADOS EXTRAÍDOS DO BLOG JUVENTUS TRAVESSO
http://juventustravesso.wordpress.com/2010/10/17/classicos-paulistas-parte-1-juventus-x-nacional/


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